Desafios da migração do modelo presencial para o EaD na Pandemia

fevereiro de 2022

Co-autores: Leo Lousada; Renato Azevedo Sant Anna

A pandemia atuou como um fator exógeno que obrigou a sociedade a se deparar com a falta de infraestrutura adequada para o ensino à distância em grande escala. Com isso, uma verdadeira corrida pela Digitalização tardia fez com que milhões de pessoas se vissem na obrigação de aprender novas ferramentas digitais para poderem interagir digitalmente e trabalharem de forma colaborativa, no Ead.

Não é um processo simples, exige que cada aluno e professor tivessem que ter um espaço adequado em suas residências, câmeras adequadas, microfone, link de Internet com velocidade de upstream compatível com o streaming de vídeo em alta resolução.

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Enfim, toda essa infraestrutura teve de ser construída na correria para a maior parte dos alunos e professores, nos quais muitos ainda estavam apenas acostumados com o uso de redes sociais. 

A irreversibilidade da Digitalização do Ensino

 O fato de a maior parte dos apartamentos atualmente serem de tamanho diminuto não contribuiu também para esse fato, pois o ideal para o ensino online é um ambiente sem interrupções e com iluminação adequada, como encontramos geralmente nos ambientes profissionais dos escritórios, estes últimos que passaram a estar praticamente vazios.

A Digitalização do Ensino é um processo que se entende atualmente como irreversível, mas que ainda está em processo de amadurecimento de quais práticas pedagógicas podem ser beneficiadas pelo uso em escala da tecnologia. 

Muito da interação que ocorre presencialmente pode ser de alguma forma emulada em um ambiente virtual, embora todos sabemos da importância da interação informal entre as pessoas, cada vez mais se tenta reproduzir esse efeito da serendipidade que promove os encontros de ocasião, seja por uma ida ao café ou um bate-papo no corredor que estimula a troca de ideias de maneira colaborativa e informal.

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Plataformas virtuais de ensino e de colaboração ajudam a criar um ambiente virtual propício para a interação de alunos e professores, sendo para isso necessária a criação de uma infraestrutura moderna que a suporte. 

Estamos nos referindo no caso a ambientes hospedados na “nuvem”, conhecida também como Cloud Computing, que permite de forma automatizada o “escalamento”, com a escalabilidade de processamento conforme a demanda, levando a grande redução de custo por meio do uso otimizado desse recurso. 

A tentativa de “emular” o presencial no virtual, foi feita com a abordagem de “aulas ao vivo” no ead, com studios especiais e com professores convidados especialistas em suas respectivas áreas de atuação, o que não seria possível no presencial, pela dificuldade de deslocamento e acesso facilitado possibilitado pela tecnologia. 

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E o uso de “bots”, softwares “robôs” designados a “ensalar” os alunos, ou seja, criar equipes virtuais onde os alunos são inseridos em suas aulas conforme a grade de disciplinas, com convites sendo enviados por e-mail e por SMS, para lembrar aos alunos de se fazerem presentes nas aulas. Tendo a vantagem de a aula ser mantida gravada para consulta posterior, e daqueles que perderam a aula ao vivo poderem ter a chance de rever o conteúdo dado. 

A experiência online necessita também de tecnologia que permita a sincronia de som e imagem sem “lags” ou “delays”, que seriam atrasos na sincronização do som e a imagem do streaming, por isso que tecnologias que propiciem algum nível de serviço durante transmissões online são importantes.

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Ainda mais para aqueles que acessam de terminais mobile, nem sempre as conexões disponíveis são de alta velocidade.

No Brasil, apesar dos grandes centros terem boa cobertura do 4G, ainda é comum encontrar regiões em que a cobertura é falha pela presença insuficiente de torres de transmissão em algumas localidades ou por haver apenas a conexão 3G disponível. 

Impacto do 5G e do uso de Advanced Analytics na Educação (ead) 

Com a perspectiva da adoção da tecnologia 5G no Brasil, entre os benefícios trazidos para o ensino virtual serão menores tempos de “lag”, pelo menor tempo de resposta, e o fato da tecnologia 5G permitir grande densidade de conexões, podendo ser utilizada em grandes comunidades periféricas dos grandes centros urbanos, de modo a democratizar o acesso para mais pessoas em situação de vulnerabilidade social.

No caso, tanto se pode utilizar o Wifi a partir de uma conexão de banda larga fixa compartilhada, quanto a partir de uma ação de empresas privadas para a disponibilização de locais para acesso comunitário.

O uso de plataformas online permite ainda oferecer maior “personalização” aos alunos, pois fazendo uso da análise dos dados dos hábitos de navegação online, perfil demográfico e de interesses dos alunos, é possível por meio de “clusters” criar segmentações que podem ajudar no oferecimento de soluções que atendam com maior assertividade e precisão os gostos e preferências dos alunos.

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Dentre os benefícios de se utilizar de softwares avançados estatísticos na migração do modelo presencial para o EaD, está na possibilidade de se uma vez se identificando uma oportunidade dentro determinado “cluster” como por exemplo uma nova prática pedagógica ou ferramenta que permitiu maior rendimento desses alunos, pode-se escalar a adoção dessas melhores práticas por meio da identificação de “clusters” similares de alunos.

O processo de ensalamento

Por fim, a digitalização do ensino só poderá ser finalmente alcançada quando um investimento de grande vulto em infraestrutura, que atualmente é insuficiente para satisfazer as condições mínimas de qualidade para uma ótima experiência de ensino aos alunos.

O Ensalamento de alunos, como um modelo de automatização de processos acadêmicos, permite o ganho de agilidade no processo de onboarding e agendamento de aulas. Pois, permite promover o engajamento e aumento da atenção dos alunos quanto aos conteúdos ministrados e permite emular o aprendizado presencial no virtual de forma colaborativa, permitindo ainda a interação social entre os alunos no ambiente online.

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Com a compreensão de que o corpo discente que opta pelo ensino presencial tem perfil diferente do discente do EAD, em tempos de pandemia ou de ensino híbrido, há o desafio de simular o formato didático do presencial no EaD, sendo extremamente importante trazer e emular as ferramentas pedagógicas presenciais para essa nova realidade, com toda a interação e engajamento que lhe são características.

A FC Nuvem, possui uma área de Educação com um portfólio completo de produtos e serviços desenhados para atender às necessidades de Instituições de Ensino que atualmente enfrentam o desafio de fazer a sua Transformação Digital no processo educacional, como por exemplo no ensalamento de alunos.


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